
Maria Ângela Nogueira e Kerley Cristhina de Paula dividem o troféu 'Ombudsboy por 1 dia". Ambas corrigiram texto de "O Estado de S. Paulo".
Foto: Saulo Alves (1967-2010)
"...A [tarefa de corrigir erros se compara à] luta de Hércules com a Hidra das cinquenta cabeças: assim como quando com valor e força cortava-se uma, nasciam duas, da mesma forma, no entanto com conhecimento e diligência, corrige-se um erro e quase sempre surgem não dois, mas três ou quatro, com frequência e maior importância do que tinha o primeiro" (Cavallo, tipógrafo italiano do século 17).
ERRADO: 
“Não se trata aqui de discutir o retorno da censura ou tampouco embaraçar a plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo (...). Cuida-se, isto sim, de identificar quem a Constituição federal quer proteger quando assegura a livre manifestação da informação. (...) Intérpretes da Primeira Emenda à Constituição estadunidense, ‘os jornalistas e outros autores são protegidos da censura para que o público em geral possa ter acesso à informação de que necessita’.”
Patos de Minas, 4/7/2000
Manoel Almeida,
Em sua coluna (30 de junho) está escrito: "Paradoxalmente, foi a maneira dele salvar seus personagens, há muito ameaçados". O correto é: Paradoxalmente, foi a maneira de ele salvar seus personagens. Segundo a "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha e Lindley Cintra, publicada pela Nova Fronteira, "As preposições de e em contraem-se com o pronome reto da 3a pessoa ele(s), ela(s), dando, respectivamente, dele(s), dela(s) e nele(s), nela(s).
"A pasta é dele, e nela está o meu caderno.
"É de norma, porém, não haver a contração quando o pronome é sujeito; ou, melhor dizendo, quando as preposições de e em se relacionam com o infinitivo, e não com o pronome. Assim:
" Para que há de ele desconfiar de nós e maltratar-te?"(Machado de Assis)”.
Também está escrito na coluna de 30 de junho: "A sexta edição da série, por exemplo, foi entitulada" (...). O correto é intitulada, do verbo intitular.
Entretanto, o que chama a atenção em sua coluna não são erros como “entitulada”. São os dos jornais que você corrige, que pecam pela falta de lógica. Mesmo sem conhecimento profundo, você tem "faro". O estudo de gramática, creio, contribuiria muito.
Lívio Soares de Medeiros.
Terceiro Ano de Letras/Fepam

“Não sei quais armas serão usadas na Terceira Guerra, mas a Quarta Guerra Mundial será com paus e pedras.”
A repetição das imagens confundia-se com os acontecimentos que se repetiam. Afinal, a Torre Norte também estava soçobrando ou se tratava de um replay? Depois que o segundo 767 completou sua missão, outros ângulos do mesmo leviatã alado pareciam investidas de novas naus possuídas. Havia informações não confirmadas de que o Capitólio (o Congresso americano) havia sido atingido, e, a Casa Branca, abandonada às pressas. A escassez de imagens, se não anunciava o cerceamento de liberdades, hoje consumado, ajudava a sugerir um raio de destruição de todas as imediações. Tinha-se a impressão de haver restado na capital do Império apenas uma câmera (automática) em frente aos escombros do Pentágono. Aguardava-se com ansiedade o fim de NASA, Disneyworld, Hollywood, Microsoft, Instituto Smithsoniano e Coca-Cola nas próximas horas — e do país, nas próximas semanas. Teletipos orsonwellianos davam conta de um crescente número de aviões tripulados por cavaleiros invisíveis se dirigindo para seus alvos. No Brasil, emissoras ressuscitavam Nostradamus. Era o Juízo Final, e os EUA apenas o epicentro.
E se o milionário saudita, “naturalizado” afegão, não tivesse negado a carreira de agente, teria tudo para se tornar um ícone anglo-americano. Rebeldes e justiceiros são populares nessas culturas, vide “Guerra nas Estrelas”, “Coração Valente” e “Jesse James”. O herói de “V de Vingança” inspira-se no soldado Guy Fawkes, o traidor número 1 da Inglaterra. Executado em 1606 em frente ao Parlamento que tentou explodir, foi o articulador da Conspiração da Pólvora.
Euso exerceu mandato sindical desde 1989, como presidente do Sindicato dos Comerciários de Patos de Minas e Região (Sindec), afastando-se apenas entre 2001 e 2004, quando assumiu a Divisão do Trabalho na Prefeitura de Patos de Minas.
Durante sua presidência, o Sindec foi a primeira entidade no país a reintegrar um trabalhador com base na Convenção 158 da OIT. Logo em seguida, o Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região conseguiria a reintegração do primeiro bancário.
Amava a política e gostava de estar perto das massas. Em nota oficial lamentando a morte de um de seus fundadores e ex-presidente, o PT de Patos de Minas ressaltou que Euso não defendia somente os interesses dos trabalhadores. No Sindec — o qual também ajudou a fundar — mantinha sempre as portas abertas a outras categorias menos assistidas. Exemplo disso é a ação popular que Euso preparava contra a Copasa (foto), pedindo a anulação das cláusulas abusivas do contrato celebrado com o município de Patos de Minas. Euso Silva e o vereador Pedro Lucas (PP) tiveram o apoio de mais de 11.000 patenses (ver Voz Bancária 548).
Atualmente se dedicava ao fortalecimento das comissões sindicais de conciliação e à luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, para geração de mais emprego. Uma de suas últimas conquistas foi a extensão da base do Sindec para outros 12 municípios.
"Apesar dos problemas de saúde, Euso continuou sua missão com grande empenho e profissionalismo", declarou Ivan Gomes, Secretário Geral do Sindicato. "Como dizia Euso, a luta continua!".